Pix: Conheça o novo sistema de pagamentos e transferências bancárias

No dia 19 de fevereiro, o Banco Central anunciou o Pix, o sistema de pagamento instantâneo brasileiro. O seu lançamento está previsto para novembro deste ano.

Confira abaixo quais serão as novidades do novo sistema de pagamentos instantâneos.

O que é o Pix?

O Pix é um sistema feito para trazer mais facilidade e rapidez para as transações bancárias e financeiras. Com o novo sistema de pagamentos criado pelo Banco Central, os pagamentos e as transferência serão realizadas instantemente.

Além disso, as transferências feitas pelo Pix poderão ser feitos 24 horas por dia, a qualquer dia da semana, mesmo em domingos e feriados, ao contrário de outras modalidades, como o TED e o DOC. Dessa forma, não será necessário esperar até o dinheiro cair na conta.

O Pix também promete ser uma opção econômica, tanto para as pessoas físicas, quanto jurídicas. As pessoas físicas não serão cobradas para usar o serviço. As instituições financeiras, por sua vez, terão de pagar R$ 0,01ª cada dez transações.

A ferramenta trará muita facilidade para o usuário fazer seus pagamentos, já que ele precisará apenas de um celular conectado à internet e com acesso a uma conta digital para realizar uma compra.

Além disso, o Pix também deixa o sistema de pagamentos do país mais moderno. Já que a modernização pode contribuir para um modelo cashless, em que há uma diminuição na circulação de dinheiro em espécie. Além de fazer com que operações como o TED e DOC fiquem obsoletas.

Como as transações serão feitas?

O Banco Central afirmou que as transações serão feitas de três formas diferentes.

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A primeira delas é semelhante ao DOC e o TED. É necessário fornecer ao recebedor dados os dados bancários da conta vinculada ao Pix, como nome completo, CPF, conta e agência.

Uma outra maneira é informar a chave Pix do usuário. Essa chave é uma espécie de identificação, que pode ser um dos seguintes dados do usuário: celular, cpf ou cnpj, e-mail ou uma chave gerada aleatoriamente. Logo abaixo, explicaremos sobre a chave Pix.

Por último, as transações também serão feitas através de dois tipos de QR Code: o QR Code dinâmico ou o QR Code estático. Explicaremos como ambos vão funcionar a seguir.

Transações via QR Code

As transações do Pix poderão ser feitas por meio de um QR Code, que são lidos através da câmera de qualquer tipo de smartphone. O Banco Central anunciou o Pix poderá gerar dois tipos de código: o QR Code estático e o QR Code dinâmico, e cada um deles terá um uso distinto. Veja como eles funcionam:

QR Code estático: Um único QR Code estático pode ser utilizado para realizar diversas transações. O valor atribuído ao código é fixo, o que faz com que ele seja ideal para dar um preço a um produto.

QR Code dinâmico: Esse tipo de QR Code apresenta diferentes informações a cada transação. Além de atribuir um valor a ele, é possível atribuir outras informações sobre a transação. O QR Code dinâmico é ideal para fazer pagamentos.

O que são as chaves Pix?

As chaves Pix, cujo nome técnico é chave de endereçamento, serão a forma de identificar as contas do Pix. Para identificar a conta, o usuário poderá utilizar o seu número de celular, CPF ou CNPJ, e-mail ou um número gerado aleatório, chamado de chave aleatória.

As pessoas físicas poderão ter até cinco chaves de endereçamento por conta. Já as pessoas jurídicas poderão ter até 20 chaves por conta. Entretanto, cada chave deve ter uma identificação diferente. Isso significa que se uma pessoa utilizou o e-mail como identificação, ele não poderá criar uma outra chave utilizando o e-mail.

Os interessados poderão fazer o cadastro da chave nas instituições financeiras a partir do dia 5 de outubro.

O Pix e a segurança

A segurança do Pix será feita utilizando protocolos de segurança virtual atuais, que criptografará os dados das transações. O uso das chaves de endereçamentos também ajudará com a segurança, pois não haverá necessidade de passar qualquer tipo de informação bancária para fazer as transações.

Além disso, no entanto, as transações serão protegidas pelo sigilo bancário e seguirão as normas estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados.

Os requisitos para usar o Pix

Para que as instituições financeiras possam utilizar os serviços do Pix, elas devem ser autorizadas pelo Banco Central e pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Também devem aderir às regras do regulamento do Pix e também precisarão ter capacidade técnica para cumprir as obrigações previstas no mesmo regulamento.

No caso dos usuários, é preciso ter apenas um smartphone. O serviço também não exige que o usuário seja correntista de algum banco. Com uma poupança ou uma conta em uma instituição de pagamentos, já é possível fazer transações.

Além disso, um usuário precisará de cadastrar uma chave de endereçamento, que será utilizada para fazer transações por meio do Pix.

 

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