Delivery cresce até 103% durante a pandemia

A crise econômica causada pela pandemia da Covid-19 afetou diversos setores da economia, fazendo com que negócios fossem fechados e aumentando o número de desempregados. No entanto, a pandemia está impulsionando alguns setores, como é o caso dos aplicativos de delivery.

No artigo de hoje, vamos mostrar como este crescimento está se dando nas empresas que gerenciam os principais aplicativos de delivery. Falaremos também sobre como esse crescimento está afetando estabelecimentos comerciais e entregadores.

A pandemia fez as empresas lucrarem mais com o delivery

A pandemia e o isolamento social, trouxeram mudanças nos hábitos de consumo da maior parte da população brasileira. As pessoas estão mais cuidadosas, devido ao risco de se contaminar, e passaram a sair de casa apenas quando realmente necessário. Graças a isso, os aplicativos de delivery se tornaram a melhor solução para ter tudo em casa, sem precisar sair dela.

De acordo com os dados obtidos em uma pesquisa realizada pela empresa Mobilis, uma startup de gestão de finanças pessoais, o uso de serviço de entregas cresceu em 103% desde o início do ano.

Em março, quando as medidas de isolamento social tiveram início, as compras via delivery tiveram queda de 16,98% em comparação com o mês de fevereiro. O CEO da empresa que forneceu os dados, Carlos Terceiro, acredita que essa queda aconteceu por causa da insegurança financeira frente a pandemia.

Nos meses seguintes é que teve início o crescimento nas compras. No mês de abril, houve crescimento de 60,67% em comparação ao mês março. Em maio, por sua vez, o crescimento foi de 39,58% em comparação a abril. Ainda segundo o CEO da Mobilis, o crescimento seguiu um ritmo gradual, isto é, à medida que os gastos com lazer e transporte foram diminuindo, as pessoas começaram a gastar mais com o delivery.

Os itens mais procurados pelos clientes são os alimentos, que estão sendo comprados tanto em restaurantes quanto em supermercados, seguido pelos produtos de saúde, como medicamentos, e produtos de limpeza e higiene.

O desempenho econômico dos principais aplicativos de delivery

A Rappi, aplicativo que além de oferecer delivery de restaurantes, também oferece de supermercados e farmácias, foi o aplicativo que teve o maior crescimento no período mencionado. No mês de janeiro, o valor médio gasto em compras pelo aplicativo era de R$ 50,51, já em maio o gasto médio subiu para R$ 97,20, representando um aumento de 92,4% em comparação com janeiro.

Anúncios

O iFood, por sua vez, só apresentou crescimento a partir do mês de março.  De janeiro a março, as pessoas gastavam em média R$ 35,00, já em maio, o valor foi para R$ 42,00, o que significou um crescimento de 22,3% em comparação com os três primeiros meses do ano.

O Uber Eats, entretanto, foi o único entre os três aplicativos que não apresentou nenhum crescimento. No mês de maio, as pessoas estavam gastando em média R$ 36,00 por pedido.

O serviço de delivery tornou-se uma boa oportunidade para comerciantes

Com a recomendação do distanciamento social, os estabelecimentos que não oferecem serviços essenciais, como os bares e restaurantes, foram obrigados a suspender o atendimento presencial de clientes.

No entanto, graças ao crescente interesse do consumidor, o serviço de delivery surgiu como uma boa oportunidade para os comerciantes manterem seus negócios e, ainda, conseguirem ter alguma renda durante a pandemia.

Mesmo que o faturamento não seja o mesmo de antes da pandemia, os bares e restaurantes têm conseguido enfrentar a crise graças ao serviço de entregas, fornecendo pratos em marmitas e bebidas.

Um dos aplicativos de delivery, o iFood, também está elaborando uma estratégia para auxiliar estabelecimentos. A empresa antecipou os recebíveis e cortou a taxa de comissão, que é uma taxa que os restaurantes devem pagar à empresa, dos estabelecimentos menores, geralmente geridos por famílias.

A pandemia trouxe emprego e renda para entregadores

Os profissionais autônomos que trabalhavam com entregas também sofreram prejuízos e perderam clientes com o advento do coronavírus. Os aplicativos de delivery se mostraram como uma alternativo para esses profissionais recuperarem seus ganhos.

O aplicativo de delivery James, por exemplo, teve um aumento de 35% no número de entregadores cadastrados, somente na segunda semana de março. O Eu Entrego, outro aplicativo de entregas, que registrava cerca de 150 novos entregadores por semana antes da pandemia, passou a registrar cerca de 1800 novos profissionais semanalmente. O iFood, apesar de não ter divulgados dados, relatou que também houve aumento no número de entregadores cadastrados.

Por fim, o iFood, além do auxílio aos estabelecimentos comerciais, criou um fundo para auxiliar os entregadores vinculados ao aplicativo. O auxílio será destinado aos trabalhadores que contraírem Covid-19 e precisarem se afastar do trabalho. O valor será baseado na média dos repasses nos últimos 30 dias.

 

E aí, gostou do post? Então compartilhe para que mais pessoas possam ver!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.